O câncer infantojuvenil possui grande impacto social: é a primeira causa de morte, por doença, na faixa etária de 5 a 19 anos no Brasil. É uma doença tempo-dependente que, diferentemente do câncer adulto, apresenta rápida evolução, embora, ao mesmo tempo, tenha um bom prognóstico. Se associados, diagnóstico precoce, tratamento rápido e de qualidade, as chances de cura podem chegar a 80%.

No mundo, estima-se que a incidência de tumores pediátricos varie de 1% a 3% do total de casos de câncer. No Brasil, esse número chegou a 3% e para 2016 estima-se cerca de 12.600 novos casos de câncer em crianças e adolescentes até 19 anos. (Fonte: Incidência de câncer no Brasil, Estimativa 2016, Inca/MS).

Embora a estimativa de casos novos seja de 3% do total de caso de câncer esperados na população, os óbitos por neoplasia, nesta faixa etária, representam aproximadamente 12% do total de Anos Potenciais de Vida Perdidos por toda a população brasileira entre 2008 a 2012. O óbito de crianças e adolescentes evidencia o alto impacto emocional, social e econômico para a família e a sociedade.

A baixa incidência implica desafios aos gestores públicos, como realização do diagnóstico diferencial, contratação de profissionais especializados, concentração dos centros de tratamento de modo a gerar expertise e suporte biopsicossocial às famílias. A definição de políticas públicas para o câncer infantojuvenil é necessária para que seja garantida a oportunidade de maiores chances de cura.

Dessa forma, ainda neste ano, entrará em vigência o 2º Termo de Compromisso do Unidos Pela Cura, que se estenderá até 2020. Neste documento, gestores, hospitais Polo de Investigação e sociedade civil reafirmam consensos, compromissos e atribuições de cada uma das instituições corresponsáveis pelo Unidos pela Cura, com o propósito de consolidá-la como a política de promoção do diagnóstico precoce e da qualidade da assistência ao câncer infantojuvenil no estado do Rio de Janeiro.

Estimativas de câncer pediátrico no Brasil


MISSÃO
Garantir que crianças e adolescentes com suspeita de câncer cheguem precocemente aos centros de diagnósticos e de tratamento que integram o Sistema Único de Saúde (SUS) no estado do Rio de Janeiro.